O Seu Alface tá boladão. Dona Acelga (aquela que não é a mulda, nem a sulda e sim acelga) monopolizou a parte verde do R.U. alguns chegam a compará-la à Laranja Irritante, essa prima famosa dessa wolrd wide web.
Atemporalis
folhetim web baseado na experiência alternativa de alguns mancebos do curso de História da Universidade Federal de Juiz de Fora
domingo, 1 de maio de 2011
CLÁSSICOS POP'S JAMAIS LANÇADOS - MANUEL MESSIAS
Manuel Messias, compositor desse clássico pop’s jamais visto, é um humilde pedreiro. Desde muito cedo, manifestou a mediunidade e o dom para a música. Direcionou sua formação para o ‘Gospel ’. Suas composições, dotadas de um lirismo único, possibilitam a imersão na paz universal que só os clássicos possuem. Seja pela força das figuras de linguagem, pelos trocadalhos do carilho (com o perdão do Senhor); seja pela simplicidade da mensagem, Messias convence.
No entanto, nem tudo são flores.
Os grandes conglomerados da indústria fonográfica lhe fecham as portas. Insistem em ignorar, em uma postura explicitamente preconceituosa, esse diamante a ser lapidado.
Prova disso é que hoje, alijado da mídia, Manuel Messias está lançando seu CD Independente ‘A pureza dos anjos na cachoeira’ e sequer há uma linha na dita imprensa especializada. Hunf! Parece que eles preferem despertar a libido das pobres donas de casa explorando a imagem de padres garotões, padres garanhões. Fica claro que a mensagem divina por eles disseminada esconde em seu âmago um chamado satânico. É lobo em pele de cordeiro.
Reparando mais uma vez as injustiças cometidas aqui no plano material, brindamos o público com a faixa que é o carro-chefe dessa pérola do cancioneiro popular que é Manuel Messias, ‘A BETONEIRA DA FÉ’.
Grito: Um inimigo embargou a obra do Senhor!
Coro: É o Satanás!
Vamos, vamos juntos girar essa betoneira de fé
Construir nosso santo palácio de fé
To aqui suando o dia inteiro
Com o sol rebentano na mulêra
Girando, girando essa betoneira
Essa é a nossa missão
Somos pedreiros da fé
Pedreiro da fé-É
Cimento do amô-Ô
Ainda não paguei o meu cimento
Mas com esse sentimento de fé eu vou
Pedreiro da fé-É
Cimento do amô-Ô
Vamos, vamos juntos girar essa betoneira de fé
Construir nosso santo palácio de fé
Um lindo castelo
Um resort, um hotel
Uma mansão bonita
Coro: Olha seu irmão aí do lado,
Chame ele também.
Vamos derrotar o Satanás!
Fé no cimento, irmão!
ARTIGO INDEFINIDO - O Fordismo Acadêmico Ilustrado
É com muita satisfação – primeiramente, por os mentores dessa rede de informação frutífera chamada ‘Atemporalis’ terem me aceitado como membro honorário da equipe; segundamente, pelo espaço cedido em particular à minha pessoa (!*LUXO*!) para que eu possa, a partir de minhas laboriosas reflexões, estar contribuindo em conteúdo e, principalmente, no que tange à qualidade de vida daqueles que absorverem minhas informações do modo devido – que venho escrever aqui for my people.
O tópico de hoje está embasado em uma pesquisa que me rendeu muito sacrifício. Porém, o que me consola é que sei que estou erguendo uma bandeira que há muito já foi abandonada por meus semelhantes. Assim, apesar da notabilidade de meu ato – além, é claro, do cunho marxista do qual emerge toda a minha inspiração e de minha experiência como militante petista – tentarei manter minha comum parcialidade de idéias e linguagem confusa para que os leitores possam absorver de seu modo a mensagem. Pois, hoje, o que eu percebo é uma grande indiferença para com o próximo.
Como eu dizia, essa pesquisa que fiz consistiu na acumulação de informações através de uma insólita entrevista na qual esse único entrevistado já foi capaz de me ceder caminho para que eu concluísse, em uma breve reflexão, que – para o melhor aproveitamento de nossas 24 horas acadêmicas diárias, seja qualquer curso que estejamos cursando – o Fordismo Acadêmico Ilustrado é a melhor opção. Pois este sábio, com uma lógica simples, mostrou-me que o uso do coletivo universitário, vulgo Busão do R.U., lhe rendera o sucesso acadêmico. Ele contou que, no período presente, começou a usar o coletivo universitário e cumpriu na íntegra todas as suas tarefas; diferentemente do período passado, quando subia caminhando.
Dessa forma, sugiro mais busões! Sugiro ainda que todos usemos fraldas geriátricas para que o tempo que gastamos com nossas malditas necessidades fisiológicas de cagar e mijar seja convertido na diarréia acadêmica que produzimos nesse sagrado Templo do Saber.
Em tempo: o entrevistado contou ainda que além dessa fantástica descoberta do ônibus, numa busca desenfreada por ganhar tempo, esse brasileiro esforçado desenvolveu a técnica olho-de-camaleão. Com tal técnica, consegue ler dois textos ao mesmo tempo se valendo de um olho para cada texto.
Depois disso, chupar cana e assobiar ficou fácil!
terça-feira, 19 de abril de 2011
Não se desesperem! A próxima "Eru Edição" Está próxima!!
Olá meninos e meninas desse vasto país chamado Brasil! Sabemos da grande repercussão que gerou a primeira edição do folhetim & Blog "Atemporalis". E por conta dessa grande aprovação da massa acadêmica, a segunda edição demorou um pouco mais a ser concretizada. Porém, nossos incansáveis jornalistas, analistas, pensadores, mestres cucas e afins deram duro no trabalho! E em pouco tempo estará em circulação na UFJF e nas moléculas atmosféricas pensantes da internet a segunda edição! No mais é isso! Grande abraço! Salamaleico!
segunda-feira, 4 de abril de 2011
GRANDES PINTURAS AVACALHADAS
A morte de Sócrates de Jean Louis David (1748-1825). Pintou temas clássicos durante a revolução francesa. Foi Pintor de Napoleão.
quinta-feira, 31 de março de 2011
CLÁSSICOS POP'S JAMAIS LANÇADOS
A seção ‘Clássicos pop’s jamais lançados’ nos brinda com as mais belas composições que, apesar da genialidade, nunca obtiveram seu merecido destaque. Essa seção está aqui justamente para fazer a justiça por sobre a face da Terra.
Nosso grande contribuinte desta edição escolheu ser chamado pela alcunha de Han Solo. Ele conta que resolveu seguir seu caminho sozinho após a traição da dupla Darth e Vader – que desejava conquistar os méritos e a fortuna em cima da genialidade de alguém que um dia ousaram chamar de companheiro. Sendo assim, a dupla se distanciou dos ideais poéticos de Han Solo, abandonou o Sertanejo Universitário Intergalático e aderiu à superficialidade do Psy-trance neo-contemporâneo. Deixaram assim todas as glórias do porvir para quem realmente as merece.
É com esse objetivo que ‘Atemporalis’ tem a honra de vos apresentar um clássico pop’s jamais lançado, canção rica em harmonia e de sentimento puro: ‘Amor Amordaçado’.
AMOR AMORDAÇADO ( TE AMO VOCÊ )
Sempre gostei de você
Um bocado muito.
Sempre sonhei com você,
Noise Hollywood.
Sempre te quis por querer
Sem querer querendo.
Saci pererê, Emília boneco,
Sabugo e narizinho!
Refrão I
Amor amordaçado,
sentimento machucado
largado na pinguela.
Interlúdio I
Crocodilo Dundee
na cidade grande
perdendo a liberdade,
jacaré banguela.
O PF ta na mesa:
Arroz, mandioca e cereja
Para sobremesa.
Refrão II
Estou com você,
Te amo você
Pra sempre a vida inteira!
Eu não vou te dizer
Que eu te amo.
Eu não vou repetir
Que eu te amo.
Não vou falar mais uma vez
Que eu te amo.
Rezei três ave-maria
De manhã, de tarde, dia
Só porque eu te amo.
Repete refrão I
Interlúdio II
Pedreiro bom não mede esforço,
Levanta muro e fura poço,
Operador de betoneira.
Vou mandar um Sputnik
Visitar o astro-rei
Cantando como um musaranho.
Repete refrão II
Repete refrão I
Interlúdio III
Cachorro cotó não atravessa pinguela,
Bandeira do Brasil, verde e amarela,
Berrante é vuvuzela.
Expectorante, lascivo e degradante,
Shampoo, deodorante,
Chupa Gambazada!
Repete refrão II
CULINÁRIA LITERÁRIA COM JAKOB BURCKHARDT
Olá, jovens! É sabido por todos os intelectos privilegiados que, desde os tempos áureos da história ocidental, filósofos e pensadores se questionam acerca da unidade, da alquimia do saber, a receita da perfeição estética.
No Renascimento, essas questões se tornaram tão memoráveis em conteúdo que resolvi abrir aqui um espaço de sabores, aromas e cores do Velho Mundo.
Assim nasce a Culinária com Burckhardt. Esse humilde pensador que vos fala, neste momento, do alto da alhambra de Granada.
Hoje vamos fazer um texto erudito com base na Florença do século XVII.
Para isso, comecemos por separar os ingredientes: o ritual refinado*; aroma natural renascentista; 1 artista florentino; 5 minutos de reflexão em Basiléia; senso crítico açucarado; exaltação à cultura italiana; algumas batatas; azeite mediterrâneo; a Flandres Flambada; colóquios sobre arte erudita no Renascimento italiano do século XVII.
É necessário, antes de iniciar o processo, fazer o que eu chamo de ‘ritual refinado’. Este consiste em: Levantar com uma idéia fixa na calmaria da manhã – para que se possa aproveitar a suavidade de seu orvalho, escutar o farfalhar das árvores e o canto suave das aves matutinas – degustando um saboroso chá de ervas selecionadas acompanhado de uma cigarrilha baiana. Só depois de cumprida essa etapa estará o aprendiz apto para dar início à produção.
Modo de preparo:
Pegue um artista das altas rodas culturais florentinas e o coloque em condições ideais para a produção intelectual. Para tanto, leve-o a uma praça da Basiléia, onde os ingredientes de reflexão, senso crítico açucarado e exaltação à cultura italiana serão misturados.
Cumprida esta etapa, colha as batatas em um campo verdejante e jogue na panela (de preferência, veneziana). O azeite mediterrâneo é acrescentado nesse momento, dando ares clássicos ao banquete.
Doravante, flambe à moda de Flandres, fazendo a miscelânea ideal para a produção literária erudita.
Para terminar, é só passar horas em colóquios sobre arte erudita no renascimento italiano do século XVII.
Dica: para ‘apimentar’ essa receita, faça uma retórica anti-classicista salpicada de termos latinos. Estrambótico!
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